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quarta-feira, 1 de junho de 2011

REUNIÃO NA SAD ADIADA PARA O DIA 02.06

Informamos aos prezados colegas que, a poucos minutos, a reunião que estava marcada para hoje (01/06) às 15:00 horas foi adiada para amanhã (02/06) às 16:30 horas, no prédio da SAD, Antigo Bandepão. Esperamos que  o adiamento represente um melhor posicionamento do Governo com relação a nossa Pauta.

Gostaria de aproveitar o ensejo para solicitar aos colegas que tenham muito cuidado com os boatos e fofocas que surgem nos bastidores do Sistema, neste momento não podemos nos perder em futricagens de um ou outro desocupado que só tem prazer em desconstruir. Nós já temos muitos problemas para perdermos tempo com estes desocupados, estes "partidários do quanto pior melhor". Por analogia: um prédio é implodido em alguns minutos, mas construi-lo pode levar meses ou anos. Estamos tentando construir em cima dos destroços em que fomos deixados, não podemos dispersar energias vitais com pessoas que possuem um duplo discurso, ou o discurso da conveniência própria.

Temos uma negociação para fechar, partindo do princípio de que já não podemos perder mais do que já perdemos. Criticar é fácil, assim como destruir..., difícil é edificar, e nós estamos edificando em cima de destroços. Muitas categorias começaram a lutar do zero, nós começamos a lutar em 2007 de -20  (menos vinte) ou menos, relembrando 3,18%. Poucos foram os que de fato nos ajudaram, e não foram poucas as vezes que utilizamos de recursos próprios (tirando da boca de nossos filhos em muitas ocasiões) para fazer caminhar uma máquina que estava emperrada a anos (poucos são os que reconhecem isto, e é por estes poucos que ainda continuamo nadando contra a maré do governo e dos ingratos).

 Onde estavam os nossos críticos e caluniadores enquanto atrasavamos nossos pagamentos pessoais para custear viagens à Brasília, ou quando desembolsávamos centenas e até milhares de reais para as ações na justiça, despesas de cartórios, idas às unidades do interior e capital, varamos as madrugadas tentando construir alternativas de negociação, etc?????

Aqueles que acompanham com seriedade nosso trabalho sabem de nosso compromisso e responsabilidade com nossa categoria - somos ao contrário do racionalismo sindical, "Cristãos"; nosso primeiro compromisso é com nosso Criador e que se danem os céticos. Sabem que desde fevereiro os recursos dos descontos do SINDASP estão retidos e que o código da ASPEPE foi negado, logicamente, durante nossa mobilização salarial o Governo, que não é nenhum santo, jamais liberaria nossos recursos, pois sabe que se sem dinheiro nós fizemos e faremos barulho, muito mais faremos se dinheiro tívermos. Temos sido transparentes e oportunizamos a todas os colegas centrados a oportunidade de participarem das mesas de negociações, mas claro, não podemos colocar nenhum homem-bomba, pois não nos servem os suicídas, nem os masoquistas que se alimentam do prazer em que tudo dê errado para nossa categoria. Para nós chega de perde-perde, tem de ser no mínimo perde-ganha ou ganha-ganha.

Uma coisa é o que queremos, outra o que nos oferecem e outra diferente a que conseguimos. Aqueles que alimentam a ilusão de que numa mesa de negociação podemos sacar da pistola e obrigar o Governo a fazer o que queremos,  ou determinar essa ou aquela condição não saiu da primeira infância, precisa amadurecer para o trabalho e a vida em sociedade, precisa deixar de agir como uma criança malcriada que esperneia quando mamãe ou papai nega alguma coisa, como se isso adiantasse diante do Governo. Estamos tratando com uma estrutura adulta e forte sob diversos aspectos, onde estão envolvidas correlações de forças em diversas instâncias. Não estamos lidando com um preso, para simplesmente mandá-lo encostar na parede, revistar, algemar e levá-lo sob nossa custódia para ser julgado e sentenciado.

Precisamos ter os pés no chão. Não adianta sonhar além da realida possível e plausível, dar uma de Ícaro e cair no mar Egeu (Mitologia Grega), essa não é uma boa política. Temos consciência de nossas limitações, precisamos saber o tempo de avançar e o tempo de recuar. Bom senso nunca fez mal a ninguém. Temos um longa jornada pela frente, colocar dinheiro nos nossos bolsos, garantir um mínimo de dignidade no nosso trabalho, reestruturar nosso sindicato, contratar um bom advogado para representar-nos, locar uma sede próxima da SERES, alterar o Estatuto do SINDASP, fazer auditoria nos débitos e encargos que estão atrasados, enfim temos mais de 10 anos de atraso para recuperar, e se alguém quiser nos ajudar seremos gratos. Ano que vem todos os descontentes podem, desde já, prepararem suas chapas para concorrer a Diretoria do nosso sindicato, ninguém em sã consciência poderá alegar que não está ciente deste fato. Abrimos a porta à democarcia, mesmo que alguns não compartilhem de nosso sentimento, ou estejam dispostos a nos ajudar a consolidar nossa representação sindical.

Amanhã teremos nossa reunião com o Governo, e mesmo que muitos não saibam porque convocamos nossas assembleias pela ASPEPE, vale adiantar que para convocar assembleia pela ASPEPE eu não preciso estatutariamente publicar o Edital em jornal de circulação no estado, mas se convoco pelo SINDASP tenho que desembolsar pelo menos R$ 900,00. Certamente, nós da Diretoria não podemos tirar do bolso essa quantia toda semana. Em breve a ASPEPE estará restrita ao seu papel social com uma Diretoria diferente, não  do SINDASP, tudo é um processo, infelizmente, mais lento do que gostaríamos.

Aos companheiros que estiverem de folga e dispostos a comparecer no Bandepão solicito que aguardem no térreo, pois os nomes que participarão da mesa já foram comunicados ao Governo. Por favor, vamos respeitar o que está estabelecido e evitar que sejamos deselegantes, solicitando que aqueles que não estão na relação enviada se retirem. Nas próximas ocasiões os companheiros(as) interessados em participar das negociações devem nos procurar e expressar seu desejo, de forma que possamos alternar as pessoas da base que participam.

Obrigado a todos, certos de que nosso Deus, em Cristo Jesus, é o penhor da nossa vitória.

Nivaldo de Oliveira Júnior
Presidente

domingo, 13 de fevereiro de 2011

UMA PAUSA PARA REFLEXÃO DO NOSSO MOMENTO

    Prezados companheiros e companheiras, saudações.


    Considerando a conjuntura pela qual passa a nossa categoria é conveniente que paremos para observar os fatos e refletirmos acerca de tudo que este momento representa para o nosso futuro. Primeiro é importante termos em mente que para chegarmos neste ponto tivemos que pagar um preço, que nos custou muito trabalho e que não podemos amofinar diante dos alardeadores da derrota, dos que tentam nos intimidar por meio de ameaças falaciosas, ou dos artifícios pirotécnicos dos “partidários do mal”. Afinal, quem abre mão de seus privilégios de bom grado. O tempo já mostrou que nós não estávamos na sua pauta de reivindicações ou projeto de vida. Resta-nos como cidadãos e cidadãs mantermos a nossa sobriedade e nos prepararmos para o futuro, mesmo que isto signifique que tenhamos que nos dividir em duas frentes: uma de negociação com o Governo e outra de anulação dos malefícios que os “partidários do mal” nos infligem a uma década. Isto tudo está muito claro na mente das pessoas de bom senso, que eles não se preocupam ou lutam pelo bem estar das centenas de famílias que dependem do nosso trabalho, seja ele conjunto ou individual no Sistema Penitenciário. É triste mas é verdade.

    Quanto ao processo negocial retomado nos últimos dias está correndo dentro da margem esperada, uma vez que nenhum processo desta natureza corre 100% dentro da normalidade, sempre haverão transtornos e dificuldades a serem transpostas. Se fosse fácil qualquer um o faria, pois alguns começaram e acovardaram-se diante das barreiras que se lhe impuseram, é mais fácil se omitir e fugir. É justamente a capacidade de transpor estas barreiras, previstas e esperadas em qualquer processo de negociação, que nos qualificam ou não para exercermos o papel de representantes e vai nos fazer respeitados nas diversas instâncias que envolvem o processo. A postura de uma liderança a qualificará para efetuar ou não uma boa representatividade de sua base. A postura política e ética é tão importante que será a marca indelével da entidade, seja sindicato, associação, ou coisa que o valha. Seriedade, respeito, urbanidade e acima de tudo compromisso com a categoria, ao mesmo tempo que honra os compromissos assumidos serão o divisor de águas entre os oportunistas e os defensores de nossa causa. Uma postura sóbria e comprometida com as bases também resultará no apoio da base de sustentação da entidade e no respeito do adversário, que saberá jamais poder, sob nenhuma hipótese, propor negociatas. Um líder sindical perde a identidade pessoal e incorpora a identidade do grupo ao qual representa. Não é mais um, mas o coletivo de interesses da categoria que tem de defender e conciliar.

    A Diretoria da ASPEPE encontra-se, mais uma vez, com a raça e a coragem de costume envolvida neste novo processo negocial. Já estivemos algumas vezes com o secretário da SERES e uma vez com o de Administração, além de outras autoridades, asseverando nossos argumentos em prol de nossa categoria. Ao contrário do que uns poucos pensam, além das dificuldades de praxe, ainda nos deparamos com a falta de nosso código de desconto em folha que continua emaranhado na burocracia governamental, apesar de já havermos cumprido todas as exigências legais. Esta é outra frente de luta que precisamos vencer, a financeira. Mas é simples entender os motivos do atraso na liberação. Se sem recursos, apenas com algumas contribuições de companheiros e companheiras engajadas nas nossas lutas chegamos aqui, o que não poderemos fazer a partir do momento que estivermos no movimento a plena força e pudermos estar mais perto de nossa base.

    É bom deixar claro a todos que estamos atentos aos erros do passado para não repeti-los e deveremos todos unanimemente estar a postos para as futuras decisões, pois nenhuma possibilidade está descartada. Obviamente que deveremos esgotar todos os meios de negociação, mas jamais descartar o engrossamento do discurso ou ações, até mesmo porque nosso acordo com o Governo deve ser cumprido até o fim do primeiro trimestre deste ano. Tenho dito que um exército sem general, sem comando e sem estratégia, está fadado ao fracasso. Os adversários estão bem preparados e melhor equipados, precisaremos ser inteligentes nas nossas ações. Incursões aleatórias de grupos isolados, querendo fazer e acontecer na data tal ou no dia tal, além de fragilizarem a cadeia de comando comprometem todos os objetivos do grupo. Deixo um questionamento no ar: “a quem interessa atitudes que podem malograr objetivos maiores em prol da categoria?”

    Nosso compromisso com nossa categoria, agentes penitenciários, está entranhada nas nossas vísceras de forma que estamos dispostos a lutar até o fim pelos nossos objetivos de melhoria e dignidade para os ASP's/AFSP's. Mas assim só o faremos se estivermos respaldados, se estivermos unidos e uniformes trabalhando pelo bem comum, se tivermos o apoio de todos. Não aceitaremos e em particular eu, Nivaldo, não aceitarei ir a luta sozinho, enquanto alguns desavisados se prestam ao desatino de gastar munição aleatoriamente, fora do tempo e sem alvo certo. Precisamos ter calma. No momento certo todo nosso planejamento será colocado em prática. Não nos é interessante que um determinado grupo sirva de “boi de piranha”. Queremos que todos alcancem ilesos o outro lado do rio. Temos muito o que fazer mas precisaremos do apoio e participação de todos. Participem para não tecerem juízos equivocados ou precipitados acerca do que está acontecendo. Eu, Nivaldo, tenho coragem para sair do processo a qualquer momento se a maioria dos agentes penitenciários assim o desejarem. Estou na presidência porque assim foi desejo da maioria e sairei se não mais confiarem em mim, ou se não sirvo aos objetivos da base. Garanto que vou cuidar de minha vida sem processar ninguém.

    Estamos em fevereiro e falta-nos muito pouco tempo para concluirmos muitas coisas. Temos que correr, sim. Mas não atropelar o processo legal ou político. Temos um acordo firmado até março. Não serão os agentes penitenciários pernambucanos que irão quebrá-lo. Temos palavra, honra e sabemos cumprir compromissos. Porém, se até a data limite o Governo não se dignar a honrar sua parte no acordo não só o tom do nosso discurso mudará, como também nossas ações. Fiquem todos atentos. Atendam as convocações de assembleias, participem dos movimentos propostos pois se não estiverem participando dos eventos não poderão avaliar a conjuntura e ajudar no processo, tudo não pode ser tratado no nosso blog, ou nos plantões das unidades. Nosso estado ainda é de alerta, não de batalha, ou guerra. O bom senso diz: antes de lançar uma bomba poderemos tentar resolver o impasse com uma carta ou uma conversa. Numa guerra teremos feridos dos dois lados, não podemos esquecer que toda ação traz uma reação e vice-versa. “Não somos robôs para sermos empilhados pelos 'partidários do mal'”, cuidado. Sejamos sóbrios.

Nivaldo de Oliveira Júnior
Presidente da ASPEPE

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Construindo um ponto-de-vista.

Construindo um ponto-de-vista

Na crônica anterior, eu propus cautela na hora de defendermos ou criticarmos um ponto-de-vista. Continuo acreditando que não podemos construir um entendimento sem compararmos opiniões divergentes ou congruentes às nossas. Esse princípio básico eleva a nossa possibilidade de acerto e faz com que nosso posicionamento acerca de um determinado tema ganhe reforço do juízo coletivo, refletindo, em parte, a opinião do grupo. Para que isso flua de forma mais proveitosa e inteligente, necessário se faz que todos nós estejamos dispostos ao diálogo.

Nesse segundo momento, quero chamar à atenção dos colegas para a necessidade de refletirmos sobre uma possível construção de uma situação diferente da que estamos vivenciando. Indubitavelmente, esse será o nosso grande desafio (se posto ele for): o de estabelecer mudanças ou de insistir com o panorama vigente. Isso não é fácil, mas nem por isso impossível. Aprendemos todos os dias a tomar decisões que influenciam diretamente no nosso cotidiano; algumas delas ganhando amplitude capaz de interferir decisivamente em outras decisões. Assim sendo, passaremos a analisar suposições e nos situarmos num campo de possibilidades, somente para compreendermos o tamanho do desafio que teremos que enfrentar. Não estou sendo incoerente com minha primeira crônica, onde eu chamo à atenção para falta de elementos fundamentais que possam permear o debate. Permanece, sim, a carência de dados oficiais; a falta de uma proposta concreta; e de algo que possa nos conduzir a um debate voltado para alguma coisa real. Porém, não vejo mal nenhum em analisarmos, não o fato – já que nada está proposto -, a forma que alguns argumentos estão sendo ventilados, por colegas das mais diversas correntes de pensamento.

Eu tive a oportunidade de conhecer diversas opiniões, tanto de um lado quanto do outro. Entretanto, ainda me preocupa a falta de convicção com que certos posicionamentos continuam sendo defendidos. Tenho a impressão de que alguns cuidados básicos na análise da questão não estão sendo devidamente observados. Por exemplo: se nos propusermos a encontrar um entendimento sobre determinada matéria, certamente teremos que nos afastar do ponto de observação, objetivando, assim, ganháramos uma visão mais ampla do desconhecido ou do questionável e, então, podermos refletir com imparcialidade sobre as justificativas diversas apresentadas. E isso tem sido um ponto de negligência observado constantemente nas conversas travadas por alguns colegas ASPs. Gente, ninguém consegue construir um entendimento sem comparar seu juízo de valor com outras opiniões. O radicalismo é um instrumento perigoso. As pessoas que não se permitem ser questionadas cometem o grave erro de acharem que são as únicas corretas. Vamos nos permitir ser criticados; vamos aceitar que outras vozes se levantem. Quando alguém mostra uma visão diferente da nossa, ela nos presenteia com a possibilidade de afirmarmos ou de modificarmos nossa verdade. No entanto, desse conflito emergirá uma realidade mais forte do que aquela que dizíamos acreditar, pois será o resultado de comparações e de composições com diversas correntes de entendimento.

Outro ponto que me parece carente de um comentário é aquele sobre a idolatria ao passado. Algumas pessoas se atêm à conquista da folga de 04 (quatro) dias, por um de trabalho, para justificar seu posicionamento no debate. Ora, ninguém tem o direito de negar que isso foi uma grande vitória. As pessoas envolvidas nessa batalha certamente não devem ser esquecidas ou desprestigiadas. Se não fosse essa conquista, hoje nós não teríamos nada para negociar com o Governo. Essa folga é moeda de troca; é o único trunfo que temos para sentar à mesa de negociação. Portanto, só devemos abrir mão dessa conquista se os benefícios oferecidos em troca forem satisfatórios. Agora não podemos nos permitir lutar por uma folga elástica para nela introduzirmos mais trabalho. Isso sim é uma grande e irresponsável incoerência. O que tenho percebido é que não há (pelo menos não conheço) um ASP que trabalhe um plantão e fique quatro dias em casa, descansando. Os colegas podem até se defender, alegando que o “pluri”, por exemplo, é opcional; porém não consigo visualizar ninguém em condições de abrir mão dessa jornada escravista, a qual o Estado denomina de pluri-emprego; e se isso acontece é em detrimento de uma outra escravatura (virações, por exemplo). Inúmeros colegas usam os dias de folga conquistados para fazerem o popular “bico”. Pelo salário que nos pagam, isso é perfeitamente compreensivo. No entanto, é preciso, primeiramente, entender que somos seres humanos e que temos um ciclo natural de vida. NÓS ENVELHECEMOS, e isso é inevitável; é um fato incontestável. Colegas que hoje têm uma, duas e até três “virações”, um dia perceberão que suas habilidades - tão inerentes aos jovens - se esvaíram. Quando o corpo sentir o cansaço do tempo, a capacidade de executar diversas tarefas será reduzida, até se limitar à execução deficitária de sua atividade principal - essa também em decadência. Chegando esse dia, amigos, vocês contarão apenas com o socorro do Estado – em forma de aposentadoria -, já que “bicos” não garantem direitos trabalhistas. Então eu pergunto: será que valerá à pena? Será que vocês terão condições, depois de uma vida de trabalho, de se aposentar com esse salário? Vocês estarão sendo justos consigo mesmo? E se acontecer algum acidente, ou alguma situação natural que lhes impeçam de exercer outras atividades, como ficará a situação de suas famílias? Será que vocês não estão sendo imediatistas demais? Será que vale à pena correr esse risco, em nome de uma situação momentânea um pouco diferente? E sua família, em algum momento você já parou para pensar no que seria dela sem você? É preciso pensar além do hoje.

Concordo inteiramente que se alguma mudança vier a acontecer, essa deve estar afirmada e respaldada em lei. Não conheço instrumento melhor de garantia de direitos do que as leis. Se alguém não acredita nelas, então fica difícil crer que estamos num estado democrático de direito. Caso contrário, regrediríamos ao estado de natureza hobessiano, onde as pessoas seriam donas apenas daquilo que elas conseguissem manter através da força. Ou seja, nenhum contrato social estaria em voga. E isso é um absurdo que eu, sinceramente, me recuso a discutir, tanto pela fragilidade da argumentação quanto pela impossibilidade de sua re-existência.

Bem, estamos no começo dos debates. Ainda nos confrontamos de forma um tanto quanto imatura, mas suficiente para mantermos um diálogo. Avançaremos com o tempo e com a vontade de chegarmos a um entendimento coletivo capaz de satisfazer os anseios da categoria. Devemos lembrar, sempre, de que para se criar um futuro é preciso se fazer um acerto de conta com o passado.

Não possuo, ainda, uma posição definitiva sobre o tema. Creio que a maioria também não. Portanto, CONVENÇAM-ME!!!!! DEIXEM-SE CONVENCER, se isso realmente for necessário. Não importa vencer ou ser vencido, se o resultado for o melhor para todos. E é sempre bom não esquecer que ainda estamos discutindo POSSIBILIDADES.

Robson Aquino
Agente de Segurança Penitenciária

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Carta aos amigos ASP's,

Carta aos amigos ASP's,

Impressiona-me ouvir ou ler manifestações a favor ou contra a uma “possível” redução dos dias de folgas e, conseqüentemente, de um aumento nos dias trabalhados da categoria. Também me causa espanto o grau de repugnância com que alguns colegas têm tratado tal possibilidade, argumentando-se algo como “uma conquista que não se deve abir mão”. Ora, a vida é feita de conquistas e de renúncias. Algumas vezes renunciamos a algo que conquistamos porque a próxima conquista assim exige, ou porque nos é mais vantajoso. Não estou defendendo um “sim” ou um “não”, apenas queria lembrar aos colegas que quando nos propomos a discutir algo precisamos, inexoravelmente, de elementos que sirvam de base para nossa discussão. E o que eu tenho percebido é que esses elementos não aparecem claramente, uma vez que o valor – que é o elemento principal - não foi definido, e que algumas pessoas já estão com um juízo formado, bem antes mesmo de analisar uma possível proposta. Também não tenho participado de nenhuma roda de debates, relativo ao tema. Sendo assim, conquistas ou reconquistas ficam impossibilitadas de serem comparadas, sem corrermos o risco de cairmos no infinito vazio da falta de dados essenciais à nossa formação de opinião.

Eu acredito que se o debate vir a acontecer, deveremos fazê-lo de forma responsável, sem ideologismo ou romantismo, muito menos com individualismo. Quem optar pelo “não” deve justificá-lo com argumentos claros, firmados em dados reais; assim, também, aqueles que resolverem aderir ao “sim” devem estar bem conscientes de sua decisão, atrelando-a a argumentos verdadeiros e convincentes. No mais, acho precipitado qualquer posicionamento neste instante, visto a imprecisão dos fatos e a falta de um debate mais amplo com a categoria.

Quando formos (se formos) debater sobre esse tema, precisamos, creio eu, colocar algumas questões que são relevantes, para avançarmos nesta questão. Entre elas, devemos estar bem informados sobre o que vamos perder e o que vamos ganhar; devemos ter uma visão macro da situação, visualizando a nossa situação interna e o que vem sendo praticado, em termos de valores e condições de trabalho, em outros Estados. Evidentemente, sabemos que somos detentores do 3º pior salário do país. Temos consciência da resistência do Governo em querer adotar uma isonomia sem atrelá-la a carga horária (não estou afirmando que isso foi proposto). Com a carga horária atual, trabalha-se 06 (seis) plantões e há uma folga de 24 dias (30-6=24). Supondo que haja uma alteração de 24 por 96, para 24 por 72 horas, essa folga, que era de 24 dias, passa a ser de 22,5 dias. Haverá um acréscimo de 1,5 plantão por mês. Precisamos estar atento de que existe, evidentemente, um risco de que qualquer valor ganho pode ser “diluído” com o tempo, sem a possibilidade de retorno do dia que se abriu mão. Quanto ao pluri-emprego, passaríamos a ter uma carga horária igual a da polícia civil, ou seja, 72 horas, ao invés das 96 horas praticadas atualmente. Os valores recebidos a mais seriam incorporados ao salário, que incidiriam na aposentadoria, 13º salário e férias. Outros argumentos prós e contras devem existir e serem colocados no momento da discussão. Tudo deve ser posto na mesa, e todos devem estar abertos ao diálogo, sem pensarmos em vantagens pessoais ou políticas; visualizando apenas o melhor para CATEGORIA.

Porém, caros colegas, nada disso pode ser debatido se nós não tivermos o principal elemento de nosso debate: O VALOR. Por quantos estaríamos dispostos a trocar essa nossa folga de 04 dias? Sobre que circunstâncias? Perguntei a alguns colegas meus se eles aceitariam uma diminuição da carga horária, e eles foram enfáticos aos responder que não! Numa segunda pergunta, questionei se eles aceitariam trabalhar 24 por “48” horas, se lhes fossem pagos um salário de R$ 10.000,00? Todos concordaram que SIM. Isso foi o suficiente para eu entender que a questão toda é, fundamentalmente, financeira! Lógico que o valor citado era apenas ilustrativo, mas serviu para compreender a falta de um debate mais profundo e sem interferências, para amadurecimento de nossas opiniões. Estamos criando um teatro onde só há público, que aplaude e que vaia um “espetáculo” que não está sendo apresentado.

A categoria deve discutir o tema sem interferência sindical ou de qualquer tipo de representação existente. O que se decidir, deve ser fruto da consciência individual de cada agente, a qual determinará o entendimento coletivo da categoria. Também não devemos deixar que nos privem desse direito de decidirmos o que é melhor para nós. Nem sindicato, nem Associação, ou qualquer outra representação, deve intervir nesse processo (se ele vir a acontecer), a não ser na forma de como conduzir os debates. Devemos estar munidos de nossos próprios conceitos, mas desprovidos de barreiras que nos impeçam de analisar outras opiniões. Esta é uma decisão da categoria. Se for preciso tomá-la, a tomaremos sem pressão e de forma consciente.

Robson Aquino
Agente de Segurança Penitenciária

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Salário de Agentes Penitenciários no Brasil - junho 2009




Além do descaso do governo com o servidor e o sistema prisional do estado, mais um motivo para ter vergonha de ser agente penitenciário em Pernambuco: ser o terceiro pior salário do Brasil...!!!

Não tarda e teremos, em breve, o pior salário da Federação. Para isso, ASP/AFSP, basta ficar ausente às nossas mobilizações e Assembleias e preso a "penduricalhos", a gratificações e PJES (pluri-emprego). Lembre-se que estes itens não são incorporados ao salário, portanto, não serão levados para a aposentadoria.

Pense. O futuro se faz hoje, com trabalho e luta pelos seus direitos. A hora de participar, reivindicar é esta, depois não adiantará se lamentar. Se quisermos nos aposentar com este salário devemos estar dispostos a mendigar na velhice.
Nivaldo de Oliveira Jr
Presidente

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ESTE É UM FATO VERIDICO UMA HISTÓRIA MUITO LINDA!!!

Vale a pena ler!!!!

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...

Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!


Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...

Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...

Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá...

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...

Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de
pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...

Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...

Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...

Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...

No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...

Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...

Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa...

E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...

Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...

Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...


Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...

Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:


'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'


(História verídica)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Carta de um Policial Civil do RJ

Carta de um Policial Civil do RJ



Amigos, às vezes o óbvio precisa ser dito e o redundante, expressado novamente. Divulgo a teoria de que os baixos salários das Polícias do Brasil e as políticas de segurança são mantidas nessa condição de caso pensado. Acho que não é falta de recursos, prioridade ou inépcia administrativa. A Polícia é pisoteada, humilhada, desmoralizada pelos governantes e daí pela Sociedade, de propósito. Por que? Paremos para pensar. A única entidade que pode provar a autoria de um crime e que tem estrutura para assim agir no âmbito nacional são as Polícias Civil e Federal. Quem tem a obrigação de receber a "noticia crime", tomar declarações, periciar, pedir quebra de sigilos, acarear, etc, são estas duas Polícias. A Polícia Judiciária é a única que tem a função constitucional de"traduzir para linguagem judiciária o fato delituoso". Sem essa tradução não há julgamento. O Magistrado julga aquilo que está escrito no Processo Penal, oriundo do Inquérito Policial, o qual por sua vez é feito pelo…? Inspetor de Polícia??, Delegado??, todos nós sabemos como funciona. Sendo assim, o inquérito policial, o principal meio que o Estado dispõe para apurar a autoria de um crime e conseqüentemente punir o autor é feitopela Polícia Civil e Federal.

Portanto, um Inquérito mal feito absolve o culpado. Aí está a chave do enigma: "quem condena ou absolve é a Polícia através doinquérito". Os Ministérios Públicos, mesmo que a lei venha a permitir, não têm estrutura para absorver a tarefa. Isto posto, lembro que a Polícia que apura o furto de celular é a mesma que apura a corrupção, o superfaturamento, os cartéis, os crimes desfavorecimento, a sonegação fiscal, crimes financeiros etc.



Todos estes, crimes comumente praticados por… governantes criminosos. Ou seja, a Polícia Judiciária é a única entidade que pode impedir, através da punição, um governante corrupto e seus asseclas de saquear o erário público.



Agora eu pergunto: quais as maneiras de se controlar e anular, numa"democracia", uma entidade que detém tanto Poder? (É, Poder sim, todos os ditadores primeiramente controlavam a Polícia, o Exército e a imprensa. Não à toa, Edgard Hoover ficou "quarenta" anos na direção do FBI).



A resposta: desacredita-la, desmoraliza-la, sub dividi-la. Como? Pagando pouco; escolhendo seu chefe convenientemente; colocando a Sociedade contra ela; mantendo-a técnica e tecnologicamente atrasada; exaurindo seu efetivo; prejudicando sua estrutura funcional e administrativa; provocando brigas internas; prestigiando e promovendo as PMs (que infelizmente não tem qualificação, escrúpulos, bem menos independencia que a PC, adoram bajular um político e é a instituição que mais mete o pau no MP e Judiciario); anulando o ser humano, o policial. Exatamente o que acontece com as Polícias Civis. Os policiais são empurrados para corrupção ou para o segundo emprego. Por quê? Porque das duas maneiras estão cometendo infrações, ou penais ou administrativas. Por ganhar pouco, precisam trabalhar perto da residência, ficando sujeitos às "punições geográficas" e não podem contratar um advogado para cuidar de seus direitos administrativos. Assim ficamvulneráveis, o que os torna mais fácil de controlar. Amigos, os policiais do Brasil são manipulados e anulados de forma apermitir que a nação seja saqueada. Esse é 11º país onde circula mais dinheiro no planeta. Imaginem se nas delegacias de cada cidade do Brasil houvesse um setor decrimes contra a administração pública. Nem isso, mas se a população soubesse que todas as denúncias de corrupção fossem seriamente investigadas? Tudo seria diferente. A Polícia seria admirada e respeitada. Obviamente todos os Policiais sabem de tudo o que escrevo aqui, porém quem não sabe é a Sociedade. O cidadão comum não sabe quais são os trâmites existentes entre a noticiacrime e a condenação.



A Sociedade:- não sabe porque existem duas polícias estaduais;- não sabe que policial militar não é uma Autoridade Policial, nem o comandante geral da PM;- não sabe que a PM não tem a atribuição de interagir com o Judiciário;- não sabe que outras classes de funcionários públicos recebem salário muito maior do que os dos policiais;- não sabe que a Polícia Civil pode e deve investigar políticos (mas estranhamente esta nas suas mãos) corruptos, empresários milionários corruptos, funcionários públicos corruptos. Enfim, a Sociedade não sabe que a Polícia Civil é o gargalo por onde passa a apuração de todos os crimes e é controlada justamente por aqueles que cometem os maiores crimes, o político governante corrupto. A Sociedade não sabe o tamanho da corrupção que nos cerca. Só enxerga o que a mídia, controlada pelos governantes, lhe informa. A Sociedade não entende porquê os sindicatos das polícias civis não conseguem bons resultados e porquê a classe é tão desunida. Colegas, tentem se lembrar de quando não eram policiais. ESSA é a visão da Sociedade brasileira. Amigos, a única forma da Polícia Judiciária ser valorizada é através doclamor público. Apenas greve, ajuda, mas não adianta. A única coisa que faz um político agir é a opinião pública, a vontade do Povo. Minha sugestão é que se parta do princípio de que o "nosso cliente", nosso verdadeiro chefe, a Sociedade brasileira, não compreende e não conhece nosso trabalho. É preciso mudar essa condição. Aí sim, essa profissão maravilhosa, que tem por finalidade combater o mal, literalmente, terá chance de cumprir sua missão.



Deixo quatro frases, que fazem muito sentido para o policial brasileiro: - "Se você continuar fazendo o que sempre fez, continuará obtendo o que sempre obteve".- "O Juiz que ganha R$ 25.000,00 de salário julga o que o Inspetor de Polícia, que ganha R$ 1.500,00, escreve no inquérito junto com o pobre Delegado". - "A Polícia Civil é igual a um elefante amarrado a um banquinho" - "A Justiça é cega. A Polícia é sua visão".


Fonte: SINDEPOL

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Criador e criatura

Criador e criatura

Um grupo de cientistas estava decidindo qual deles iria se encontrar com Deus e dizer que eles não precisavam mais Dele.

Finalmente um dos cientistas apresentou-se como voluntário e foi dizer a Deus que Ele não era mais necessário. Assim, ao encontrar Deus, o cientista diz a Ele:
- Deus, sabe como é, um punhado de nós tem estado pensando neste assunto e eu vim dizer que você não é mais necessário. Quero dizer, Nós temos elaborado grandes teorias e idéias, nós já clonamos uma ovelha e logo iremos clonar humanos. Como você pode ver, nós realmente não precisamos mais de você.

Deus balança a cabeça, compreensivamente e diz:
- Bom, sem ressentimentos. Mas, antes, vamos fazer um concurso. O que você acha?
O cientista diz: - Para mim, tudo bem. Que tipo de concurso? - Um concurso de fazer homem, Deus responde.
- Legal! Sem problemas! Exclama o cientista. O cientista rapidamente se adianta pegando um punhado de barro e diz: - Vamos lá, estou pronto!!!
E Deus diz: - Não, assim não! Você tem que criar seu próprio barro!

O homem muitas vezes se acha auto-suficiente, mas esquece que para criar algo, ele precisa daquilo que já foi criado pelo Criador.

Autor desconhecido