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(Correção: ao ser publicada, esta reportagem errou ao informar que a
casa de um diretor prisional havia sido alvo de um ataque. A
informação, passada pela Polícia Militar, foi retificada pela manhã. O
erro foi corrigido às 7h01.)
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A
segunda onda de atentados
em Santa Catarina começou na noite de quarta-feira (30), no Vale do
Itajaí. Até a madrugada desta quarta-feira (6), a Polícia Militar havia
confirmado 60 ataques. Veículos foram incendiados e foram disparados
tiros e jogados coquetéis-molotovs contra prédios públicos. As
ocorrências foram registradas em 19 municípios de todo o estado.
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A primeira ocorrência desta sétima noite de ataques foi em Tubarão,
segundo informações da PM. Ainda na terça-feira (5), três homens em duas
motos atearam fogo em um caminhão com um coquetel-molotov. Segundo a
Polícia, o ataque foi registrado na Rua São João, por volta das 23h30, e
as chamas foram combatidas pela própria população local.
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A partir da meia-noite, já na madrugada de quarta (6), mais três incêndios ocorreram por Santa Catarina. Em
São José,
um ônibus foi parcialmente queimado na Rua Aduci Arbueis Nascimento, no
Bairro Serraria. De acordo com a PM, a situação foi controlada em
instantes pelo proprietário.
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Em Chapecó, um ônibus também foi atacado. Conforme as informações da
Polícia, o veículo estava parado no local há quase um ano, em desuso, e
se encontrava a aproximadamente dois quilômetros do 2º Batalhão da
Polícia Militar, na Avenida Getúlio Vargar. O ataque foi por volta da
0h50, por dois homens em uma moto.
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Ainda na cidade do Oeste, a residência de um agente do Presídio
Regional de Chapecó, no bairro Passo dos Fortes, foi atacada por um
artefato explosivo, de acordo com a PM. Segundo informações, a bomba
caseira explodiu e danificou o carro do agente e o portão da garagem da
casa. Ninguém ficou ferido.
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Em Indaial, no Vale do Itajaí, dois homens atacaram um garagem da
empresa Rainha, por volta da 1h40. Conforme o relato da Polícia, três
unidades de coquetel molotov foram atiradas contra o local, mas apenas
uma explodiu, causando dano na parte externa de um ônibus. O fogo foi
rapidamente combatido por funcionários da empresa.
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Entenda o caso
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A segunda onda de atentados em Santa Catarina começou na noite de
quarta-feira (30), no Vale do Itajaí. Até as 2h desta quarta-feira (6), a
Polícia Militar confirmou 60 ataques. Veículos foram incendiados e
foram disparados tiros e jogados coquetéis molotovs contra prédios
públicos. As ocorrências foram registradas em 19 municípios: Navegantes,
São José,
Florianópolis,
Criciúma,
Itajaí, Palhoça, Camboriú, São Francisco do Sul, Laguna, Araquari,
Gaspar, Joinville, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Maracajá, Ilhota,
Tubarão, Chapecó e Indaial.
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O policiamento foi reforçado em todas as regiões. De acordo com a
Secretaria de Segurança Pública, a suspeita é que as ordens sejam
comandadas por uma facção criminosa e partam de dentro dos presídios. As
autoridades investigam a relação dos ataques com denúncias de
maus-tratos no Presídio de Joinville e com transferências de detentos no
sistema prisional do estado. Em Joinville e Florianópolis, são feitas
escalas especiais de escolta para os ônibus do transporte coletivo.
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Em novembro de 2012, quando aconteceu a primeira onda de atentados,
durante sete dias foram confirmados 58 atentados em 16 municípios
catarinenses. Os ataques cessaram depois do anúncio da saída do diretor
da Penitenciária de São Pedro de Alcântara.
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FONTE:
http://g1.globo.com/
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PROMOTOR VISTORIOU UNIDADES E NÃO ENCONTROU NENHUMA IRREGULARIDADE
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Segundo a gravação, casos de maus-tratos e negligência também ocorrem no
Presídio da Canhanduba, em Itajaí, e na Penitenciária Sul, em Criciúma.
O autor do áudio ameaça: “A partir de agora, se não tivermos uma
atenção urgente, uma melhoria, aqui em São Pedro de Alcântara e em
outras cadeias do estado, nós vamos fazer o circo pegar é fogo. É desse
jeito que nós vai fazer acontecer as coisas dentro do estado, entendeu. Temos muita força e união na rua”.
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Graziotin afirma que ouviu o áudio e, com base nas informações
levantadas, é possível afirmar que a gravação realmente saiu de dentro
do Presídio de São Pedro de Alcântara. Segundo o promotor,
periodicamente, a promotoria de execuções penais faz vistorias nos
presídios do estado. “Não havia nenhuma informação de situação
irregular, em nenhuma unidade citada. O que se sabe é que nestes
presídios o sistema de controle é mais rigoroso”, destacou o promotor
que afirma estar em contato direto com as equipes de inteligência que
estão investigando as denúncias. Ele também ressalta que estão sendo
investigadas outras possíveis causas para a nova onda de atentados, como
transferência de presos e aumento da repressão ao tráfico de drogas.
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O áudio será entregue para o promotor de execução penal de São Pedro de
Alcântara, que investiga as denúncias de maus-tratos na instituição
prisional. “Eles estão investigando as denúncias de novembro e as novas
informações também serão repassadas para a promotoria de execução penal.
Com relação a estes novos atentados, os ataques estão quase todos
concentrados na DEIC e depois analisaremos quais as medidas serão
tomadas pelo Ministério público”, explicou o promotor. Segundo
Graziotin, as denúncias feitas no áudio serão apuradas pela promotoria.
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FONTE: