O Movimento Nacional de Direitos Humanos em Pernambuco (MNDH-PE) denuncia falta de segurança e os riscos sofridos pela população carcerária nos presídios do Estado: funcionários, visitantes e prisioneiros. Dois dias após a fuga de 53 detentos da Penitenciária Barreto Campelo, na última quarta-feira (19), o MNDH-PE, em conjunto com o Serviço de Militância Ecumênica nas Prisões (Sempri), emitiu nota, nesta sexta-feira (22), com uma série de recomendações Governo do Estado. Ainda conforme a instituição, o número de presos no presídio em Itamaracá é de 2024, quando a capacidade é de apenas 700.
O grupo pede a ativação de todas as guaritas das unidades prisionais do Estado; o aumento do número de agentes penitenciários; a adequação do número de presos às vagas existentes nas unidades prisionais; melhoraria e ampliação do uso de monitoramento eletrônico nesses locais e a instalação do Conselho da Comunidade.
Conforme o MNDH-PE, a segurança externa, com a presença de policiais militares também é insuficiente, o que facilitaria as fugas. Outro ponto abordado é que presos exercem ilegalmente as tarefas que deveriam ser feitas por agentes.