quinta-feira, 19 de novembro de 2015

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Agentes criticam Eurico: 'Estamos usando munição letal'

Os agentes penitenciários reclamam que o Governo de Pernambuco não vem cumprindo as promessas.


O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Pernambuco (Sindasp-PE) realiza, na manhã desta quinta-feira (19), uma passeata até o Palácio do Governo, no centro do Recife. A categoria pede mais valorização, aumento de efetivo e melhora das condições de trabalho. A expectativa era de que a manifestação começasse por volta das 11h30, saindo da Praça do Derby.
Os agentes reclamam que o Governo de Pernambuco não vem cumprindo as promessas. “Pedro Eurico [secretário de Justiça e Direitos Humanos] disse que ia entregar coletes no dia 17 de agosto e não entregou. Estão todos vencidos. Haviam prometido entregar viaturas novas em outubro e não aconteceu. Estamos com viaturas sucateadas e falta de munições não letais, tendo que usar munições letais”, citou o presidente do Sindasp-PE, João Carvalho.
De acordo com o sindicato, Pernambuco tem o déficit de 4700 agentes penitenciários. João Carvalho lembra que há 147 concursados com ação judicial, esperando a convocação do governo. “O estado vai dizer que o concurso expirou, mas eles entraram com a ação antes de expirar. Alguns têm notas mais altas do que os que foram chamados”, lembra o sindicalista. 
Além dessas demandas, a categoria também pede: encaminhamento da Lei de Aposentadoria Especial e da Lei de Indenização por morte ou invalidez, que teria sido acordado em reunião de mesa com a Secretaria de Administração de Pernambuco;  publicação da nova síntese de atribuições, pois a síntese publicada no Diário Oficial teria sido alterada unilateralmente pelo governo; e negociação para revisão do Plano de Cargos e Carreiras.
Segundo o sindicato, a falta de profissionais tem permitido a entrada de drogas nas unidades prisionais. João Carvalho apontou que há unidades com 70% das guaritas desativadas. Nesta manhã, em tumulto do Complexo do Curado, um preso foi assassinado durante um motim. “Estamos no limite”, desabafou Carvalho, “Se o Estado não der uma resposta vamos fazer movimentos para tomar decisões e deliberar por paralisações”. 

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