terça-feira, 17 de março de 2015

Candidatos aprovados e não convocados para Agentes Penitenciários realizam protesto solidário no Hospital do Câncer

Na manhã desta segunda-feira (16), os aprovados no último concurso do Sindasp-PE estiveram presentes ao hospital do Câncer para realizar uma doação de alimentos para a instituição.

O ato solidário também foi uma forma da categoria protestar contra a falta de comprometimento do Governo do Estado, que ainda não convocou 147 agentes, todos aptos na realização dos testes físicos, psicotécnicos e aguardando o curso de formação desde meados de 2014, para serem credenciados como agentes penitenciários e começarem a trabalhar.

Com isso, estes homens e mulheres, muitos deles pais ou mães de família, deixaram seus empregos sem esperar tal descaso do governo Paulo Câmara e hoje, muitos encontram-se desempregados, mesmo com um acordo feito entre o Estado e o Ministério Público, que garantia a convocação de 360 novos agentes, dos quais apenas 126 foram convocados.


Um dos candidatos aprovados e não convocado Gláuber Francisco, falou sobre a doação e ressaltou o seu caráter simbólico. "Viemos aqui no hospital do câncer fazer um ato solidário porque sempre nos responsabilizamos com as pessoas. Mas nossa ação está voltada também para que a sociedade possa perceber a situação de vítima que o estado no impõe. Esperamos que o governo reconheça que fazemos parte do estado, até porque o curso de formação faz parte do certame para ser agente penitenciário", disse.

Veridiana Gonçalves, também aprovada e aguardando a convocação da mesma forma que Gláuber, destacou a situação em que os candidatos se encontram e a importância do ato solidário, "Fomos convocados para realizar todas as etapas do concurso para agente penitenciário. Foram convocados 360 candidatos. Todos fizeram parte das primeiras etapas, mas quando foram convocados para a segunda etapa, acabamos ficando de fora e por isso estamos aqui com esse ato para que a sociedade possa ver a nossa luta", declarou.

Outro que se encontra na mesma situação é Alexandre Ferreira, que manteve a postura de luta pelos direitos dos aprovados. "Estamos aqui no Hospital do Câncer para reivindicar a convocação dos 147 candidatos as vagas para trabalhar. Esperamos uma posição do Governador Paulo Câmara. Estou desempregado por conta desse concurso, não só eu como vário outros companheiros que estão aqui presentes nesse ato", ressaltou Ferreira.

A coordenadora do setor de captação de setor de recursos do Hospital do Câncer, Monara Nascimento, falou sobre a importância filantrópica do ato e elogiou a maneira que os aprovados encontraram para protestar. " O hospital hoje atende uma média de 50% da população do estado de Pernambuco que tem câncer. Contando desse atendimento, nós fazemos uma média de 2 mil refeições diárias para servir, tanto para pacientes como acompanhantes e funcionários do hospital. E é sempre muito importante receber essas doações de alimentos. O hospital é apartidário, aqui não temos time, essa é uma forma bonita de vocês protestar", finalizou.

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