terça-feira, 20 de janeiro de 2015

NOTÍCIAS DO GLOBO

Tiros são disparados em nova confusão em presídio do Recife

Um dia após rebelião, movimentação é tensa no Complexo do Curado.
Motim na segunda (19) deixou um sargento da PM e um detento mortos.


Bcerca de 40 policiais do Batalhão de Choque entraram na unidade por volta do meio-dia (Foto: Marina Barbosa / G1)

Bastaram duas horas para o clima de tranquilidade se esvair do Complexo Prisional do Curado, na Zona Oeste do Recife. Após um início de manhã calmo, informações sobre novos tumultos chegaram aos familiares que esperam notícias dos detentos nos portões da unidade nesta terça-feira (20), um dia depois da rebelião que acabou com a morte de um reeducando e um policial militar. Por volta das 10h, tiros voltaram a ser ouvidos dentro do presídio. O Batalhão de Choque foi acionado e entrou na unidade por volta do meio-dia. Três viaturas do Corpo de Bombeiros também estão de prontidão no local.
No início da tarde, tiros e barulhos de bombas voltaram são escutados do lado de fora do presídio. Uma enfermeira que estava dentro do complexo saiu para buscar material de primeiros socorros e conversou com o G1. "O clima está muito tenso, eles não estão acalmando. É muita pedrada, tiro. Eles estão reagindo de maneira muito agressiva", relatou.
Por volta das 17h, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos confirmou a terceira morte ocorrida no presídio. O governo informou que o detento Mário Antônio da Silva, 52 anos, foi decapitado no pátio da unidade.
O Complexo Prisional do Curado fica no bairro do Sancho, na capital pernambucana. Antigamente, era conhecido como Presídio Aníbal Bruno mas, após uma reforma, ganhou o novo nome ao ser dividido em três unidades distintas: os presídios Francisco Marcelo de Araújo, Frei Damião de Bozzano e Juiz Antônio Luiz Lins de Barros.
'Tiros de contenção'
O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, João Carvalho, contou que os internos das três unidades que integram o complexo quebraram os cadeados das celas e tomaram o pátio do presídio. "O clima é de turbulência, então nós temos que estar em constante atuação para evitar maiores transtornos nos pavimentos. Os tiros ouvidos são de contenção, para evitar algo mais grave". Ele acrescentou que presos armados com facões estão em cima de um pavilhão. Um grupo de internos subiu em uma laje e mostrou uma faixa informando que, ao todo, houve 6 mortes na rebelião de segunda-feira.

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