quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

NOTÍCIA DO LEIA JÁ: 'Rebeliões como essas são previsíveis', denuncia Sindicato

 Sindasp-PE garante que armas entram nos presídios por cima dos muros do complexo

Victor Soares/LeiaJáImagens
Victor Soares/LeiaJáImagens
O Sindicato dos Agentes e Servidores no Sistema Penitenciário do Estado de Pernambuco (Sindasp-PE) se pronunciou sobre a rebelião ocorrida no Complexo Prisional do Curado, nesta segunda-feira (19). Por meio de nota, afirmou que “rebeliões como essas são previsíveis, podendo acontecer outras vezes pela omissão do Estado em garantir a Ordem e a Segurança no Sistema Penitenciário”.
O Sindasp-PE denunciou o déficit de pessoal de 4.700 agentes penitenciários, péssimas instalações, falta de condições de trabalho e a morosidade no julgamento dos processos dos apenados – situação reivindicada pelos detentos no protesto de ontem no Complexo do Curado.
“Novamente denunciamos que armas e outros ilícitos estão entrando nos presídios por cima dos muros do complexo, visto que, em média, 60% das guaritas continuam desativadas”, relatou o Sindasp-PE.
Na nota, o órgão também lamentou a morte do sargento da Polícia Militar Carlos Silveira do Carmo, morto durante a rebelião. “Esta tragédia, como muitas outras, revela o total descaso com o  Sistema Penitenciário em Pernambuco, que merece ser revisto com urgência e presteza”, afirmou o Sindicato.
Confíra a nota na íntegra:
"O Sindicato dos Agentes e Servidores no Sistema Penitenciário do Estado de Pernambuco (Sindasp-Pe) se pronuncia acerca da rebelião ocorrida nas Unidades do Complexo do Curado nesta segunda-feira, 19 de janeiro: Lamentamos profundamente a morte de mais um irmão, policial militar nos serviços da guarda externa, que tombou no exercício de sua função. Para o Sindasp-PE, esta tragédia, como muitas outras, revela o total apagão do Sistema Penitenciário em Pernambuco, que merece ser revisto com urgência e presteza.
Denunciamos um déficit de pessoal de 4.700 Agentes Penitenciários, péssimas instalações, falta de condições de trabalho e a morosidade no julgamento dos processos dos apenados, principalmente, pela falta de Agentes Penitenciários para as apresentações judiciais e a falta de defensores públicos. Infelizmente, rebeliões como essas são previsíveis, podendo acontecer outras vezes pela omissão do Estado em garantir a Ordem e a Segurança no Sistema Penitenciário.

Novamente denunciamos que armas e outros ilícitos estão entrando nos presídios por cima dos muros do complexo, visto que, em média, 60% das guaritas continuam desativadas. O Sistema Penitenciário tem que ser tratado com outros olhos para garantir a Segurança Pública e a ressocialização do preso."

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