quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

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SEGURANÇA

Agentes penitenciários fazem assembleia nesta quinta

A possibilidade de moibilizações está na pauta do encontro, que acontece no Círculo Católico

Publicado em 28/01/2015, às 08h38


Do JC Online

Os agentes penitenciários fazem assembleia geral nesta quinta-feira (29). O encontro acontece às 17h, no auditório do Edifício Círculo Católico, na Boa Vista, Centro do Recife e traz, na pauta, possíveis mobilizações. A categoria reivindica contratação de aprovados em concurso de 2009, melhores condições de trabalho e salariais.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado de Pernambuco (Sindasp-PE), Nivaldo Oliveira, a tensão nos presídios continua a falta de agentes penitenciários para garantir a segurança está sendo "maqueada" pela pressão para que eles trabalhem nos dias de folga, fazendo o reforço durante a visitação. "Isso é assédio moral e violação aos direitos trabalhistas", diz.

O sindicalista diz que existem apenas 1.300 agentes em atividade para cuidar de 31 mil presos, chegando-se, em algumas unidades do complexo, a haver mais de 200 presos para cada profissional, quando a recomendação nacional é de um agente para cada cinco presos. "Não há como fazer segurança virtual. Mais de 60% das guaritas prisionais estão desativadas mesmo com 1.200 policiais militares sendo deslocados para esse trabalho e para cuidar das 68 cadeias do Estado", denuncia.

Por meio de nota, a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) informa que o Estado anunciou este mês ações de curto, médio e longo prazos que incluem a oferta de vagas, investimento em segurança e monitoramento, bem como a contratação de 132 agentes.

"Ontem o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, esteve em Brasília com Renato de Vito, diretor do Departamento Penitenciário Nacional, o diretor do Sistema Penitenciário Federal, Antônio Borges Filho e com o secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Lourival Gomes, onde discutiram a questão do sistema prisional dos dois Estados e do Brasil”, conclui a nota.

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