sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

NOTA DE DESAGRAVO



                O Sindicato dos Agentes Servidores Empregados e Contratados do Sistema Penitenciário de Pernambuco – (SINDASP-PE) desagravou o diretor da Penitenciária Agroindustrial São João - PAISJ, a antiga PAI, em Itamaracá, Ricardo Pereira, em razão das acusações que resultaram no desligamento do mesmo da unidade prisional. Conhecendo o trabalho que sempre foi desenvolvido por Ricardo Pereira, expresso a minha solidariedade diante do ocorrido. Há três meses a frente do cargo, Ricardo estava reorganizando e colocando ordem em certas situações de irregularidades que estavam acontecendo dentro da unidade prisional. A insatisfação dos presos foi gerada justamente pelas mudanças de cultura e hábitos que foram causadas após serem implementadas a sua forma de trabalhar e agir corretamente.
             Acredito que a Secretaria cometeu um grande equívoco quando retirou o diretor Ricardo das suas devidas funções, uma vez que, quando há uma movimentação dessa natureza, de gente que trabalha corretamente, que coloca em prática todas as funções do sistema, a insatisfação é gerada naturalmente. Creio que o que pesou para o afastamento dele foi justamente a conveniência midiática, já que ouve pressões para tentar esclarecer os motivos reais da rebelião.
            Na verdade, ouve um grande equívoco ao tirar o poder de uma pessoa, séria, honesta, correta, trabalhadora e competente, que está organizando todo um sistema prisional que estava com vícios errados. Essa atitude acaba engessando o trabalho até mesmo de gestores de outras unidades prisionais que estão querendo colocar ordem no sistema, mas não colocam porque tem receio de serem punidos ou afastados do cargo. Criou-se uma inversão de valores, porque todas as vezes que se tentar colocar em prática o trabalho da forma que deveria ser, o gestor acaba sendo discriminado e punido. Talvez existam alguns excessos por parte de agentes, mas isso é resultado da falta de profissionais dentro das penitenciárias do estado, pois é humanamente impossível trabalhar com apenas 4 ou 5 agentes por plantão em uma unidade prisional com mais de 1800 presos, é muito alto o nível de stress. Essas dificuldades estruturais se tornam fatores agravantes em uma situação de risco como rebeliões e manifestações.
            Antes de partir para uma ação mais drástica, o governo precisa assumir a responsabilidade dele com relação à implementação do quadro efetivo, pois não tem como manter a ordem sem a ação e a presença dos agentes. Não existe polícia virtual. Por outro lado, o governo alega que existe a lei de responsabilidade fiscal para não contratar os demais concursados que estão prontos para serem encaminhados para a segunda fase, que é o teste de aptidão física, psicológica e curso de formação. Não podemos deixar que mais pessoas morram por conta da falta de estrutura. Sou a favor de uma lei de responsabilidade social, onde o estado seja responsabilizado por sua omissão e as vidas que estão sendo perdidas. Por fim, deixo aqui a minha indignação com a decisão de afastamento e desligamento do gestor Ricardo Pereira dos trabalhos na Penitenciária Agroindustrial São João em Itamaracá.





DIRETORIA DO SINDASP/PE







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