sexta-feira, 25 de outubro de 2013

SERES É DESMASCARADA MAIS UMA VEZ!!!


Descobrimos que, desde sua primeira publicação, a SERES agiu de má fé e arbitrariamente modificando o POP sem o consentimento ou vistas deste Sindicato.

Vejam abaixo o texto do POP que o Sindasp encaminhou à SERES depois de revisado:

Veja o Ofício de Encaminhamento do POP  à SERES com autenticação mecânica de recebimento em data anterior a publicação do POP:


Veja agora a parte que a SERES acrescentou no POP antes de publicar. 
NOTA: este trecho grifado abaixo não estava no documento revisado e encaminhado pelo SINDASP à SERES.

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO Nº 25
DO TRANSPORTE DO PRESO
(...)
1 – Os encarregados da escolta devem tomar todas as medidas para impedir a fugas de detentos;
2 – O efetivo deve obedecer, no mínimo, à proporção de 02(dois) Agentes Penitenciários por preso a ser escoltado, até o limite de 02 (dois) presos em viatura de tamanho pequeno. Quando o número de presos for maior, e transportados em viatura de maior porte (Caminhão xadrez, Transit, Ducato Sprinter, etc.) ou em comboio, essa proporção será reduzida, até a critério do Chefe da Escolta.
3 - Para as escoltas reforçadas, ou em velório se obedecerá o número mínimo de 03 (três) Agentes por preso;
4 – Ao chefe da escolta, sob cuja responsabilidade está a guarda do(s) preso(s), caberá elaborar previamente o planejamento das diversas modalidades de escolta;
5 – Antes do contato com o detento, os encarregados da escolta deverão, através de informação da seção competente da Unidade Prisional (Penal, Segurança), procurar saber seu grau de periculosidade; (...)

Da mesma forma a SERES publicou no dia 20/08/2013 a Portaria nº 711/13 no B.I. nº 49/13 alterando POP de forma que prejudicou os Agentes Penitenciários numa sobrecarga de trabalho forçado.

Anteriormente, o POP dizia que o agente em custódia hospitalar teria igual período de descanso e que o plantão desse agente não poderia ultrapassar as 12 horas de serviço.

Agora, após a alteração feita pela SERES, sem o crivo do SINDASP, obriga o agente a retornar para a Unidade mesmo após 12 horas de custódia hospitalar.

Imagine que o agente que passa o dia na Unidade Prisional desempenhando as diversas atividades que são muito cansativas, desgastantes e estressantes e ainda terá que ir ao hospital à noite para custodiar preso internado, sujeito ao contágio das mais diversas doenças ao qual fica o agente exposto durante a custódia.

Como pode o Estado GARANTIR um trabalho de qualidade enviando agentes exaustos para fazerem serviço de custódia hospitalar onde toda atenção é pouca para evitar que o preso FUJA, seja RESGATADO ou MORTO por terceiros???


Esta foi mais uma manobra do Governo que desgasta e põe em risco a vida dos Agentes Penitenciários para burlar a falta e a necessidade do aumento de efetivo no quadro de agentes, sobrecarregando-os e aumentando ainda mais o nível de estresse do Policial Civil Penitenciário que está “levando o Sistema nas costas” pra fazer "média" pro Governo.


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