domingo, 27 de janeiro de 2013

DIÁRIO DE PERNAMBUCO: Vinte é o número de fugitivos confirmados pelo governo do estado


Aníbal Bruno »Vinte é o número de fugitivos confirmados pelo governo do estadoSecretário de Imprensa, Evaldo Costa, diz que 16 já foram recapturados

Publicação: 26/01/2013 15:30 Atualização: 26/01/2013 18:17
Policiais ainda precisam recuperar quatro fugitivos.
O secretário de Comunicação do governo do estado, Evaldo Costa, confirmou, agora, que 20 presos fugiram na manhã deste sábado do presídio Frei Damião, do Complexo do Curado, antigo Aníbal Bruno. O número é menor do que o informado inicialmente, de que até 40 pessoas haviam escapado pela porta da frente, depois de renderem os próprios familiares e fazê-los como reféns. 

Segundo Evaldo Costa, 16 detentos já foram recapturados e apenas quatro estão ainda foragidos. Ele ainda descartou a possibilidade de haver apenas sete agentes penitenciários dentro da Unidade Frei Damião, de onde saíram os presos, como denunciaram pessoas presentes. O presídio tem capacidade para 476 reeducandos e abrigam atualmente 1400. Neste local, estão justamente os detentos considerados mais perigosos, envolvidos em latrocínio, assaltos a banco, estupro, entre outros crimes considerados hediondos.


O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, o sociólogo Nivaldo Oliveira Júnior, afirmou que os dois agentes feridos no tiroteio desta manhã, de nomes não revelados, não correm risco de morte. Um deles levou um tiro no tórax, mas a bala transfixou e ele já está bem, na sala de recuperação do Hospital Otávio de Freitas. O outro levou um tiro no braço esquerdo, deve ser operado e ficar na mesma unidade hospitalar por cerca de um mês. 

Nivaldo Júnior garantiu que, na hora da fuga, só havia 10 agentes penitenciários fazendo a segurança interna do presídio Freio Damião, enquanto mais de 50% das guaritas, ocupadas por policiais militares, estavam desativadas. Ele frisou que este é um problema frequente na segurança, alegando que, para que funcionasse efetivamente, deveria haver pelo menos 50 agentes penitenciários fazendo a proteção da unidade. 

Segundo Nivaldo, o livro de ocorrência do presídio registra 10 agentes, mas um estava fazendo custódia, fora da unidade, e outros dois (mulheres), faziam a revista íntima das mulheres que faziam visitas aos presidiários. "Tem dia que um preso passa mal ou acontece outra coisa e só ficam dois ou três agentes fazendo a segurança interna", relatou.

O sindicalista lembrou, ainda, ser necessário a realização de concurso público, como determinou o Ministério Público em 2007, o que não foi cumprido a contento pelo governo. "Existem hoje 900 agentes classificados que poderiam estar fazendo a academia e trabalhando no Complexo, mas não estão"

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