terça-feira, 26 de abril de 2011

NOTÍCIAS:Presídios: agentes fazem paralisação de advertência

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Presídios: agentes fazem paralisação de advertência

De acordo com o sindicato da categoria, mobilização segue até a próxima quinta-feira
-DIEGO MENDES
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A partir de hoje, os agentes penitenciários do Estado iniciam nova paralisação de advertência. De acordo com o presidente do sindicato da categoria, Nivaldo de Oliveira Júnior, a mobilização vai seguir até a próxima quinta-feira. No último dia de parada, deverá ocorrer, por volta das 10h, uma assembleia e uma provável passeata pelas ruas do Centro do Recife. Os profissionais tomaram essa decisão porque, segundo eles, o Governo do Estado não cumpriu um acordo firmado em 2010. Os agentes pedem equiparação salarial com os policiais civis e a continuidade do plano de cargos e carreiras.
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A Associação dos A­gen­tes Penitenciários de Pernambuco (Aspepe) vem pressionando o Governo estadual desde o dia 4 deste mês, quando foi realizada a primeira parada de advertência, que durou 24 horas. Assim como naquela ocasião, a categoria vai manter 30% do efetivo em ação. Nesse período, os agentes vão realizar, apenas, os trabalhos essenciais para o Sistema Penitenciário. “Será mantido o cumprimento de alvará de soltura, mandado de prisão e recolhimento, além dos serviços de socorro e emergência. Se tivermos algum problema, a paralisação será suspensa, pois não podemos colocar a vida dos internos em risco”, garantiu Nivaldo de Oliveira.
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Como apenas os serviços essenciais serão mantidos, o superintendente de Segurança Penitenciária, Francisco Duarte, já convocou cerca de 200 policiais militares para trabalhar em 17 das 18 unidades prisionais do Estado. “Os PMs vão atuar no trabalho administrativo. Ficarão responsáveis pela apresentação de presos à Justiça e nos cuidados adotados durante os dias de visita, que ocorrem na quarta e quinta-feira”, explicou coronel Duarte.
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De acordo com Nivaldo de Oliveira, em junho de 2010 o Estado acordou com a categoria um reajuste salarial e também de carga horária. “Pas­saríamos a receber o mesmo salário dos policiais civis e, em contrapartida, teríamos 72 horas de descanso, já que hoje trabalhamos 24 por 96”, explicou. Além disso, os agentes pedem a continuação do plano de car­­gos e carreiras, que, segundo o presidente da Aspepe, está paralisado. “Nós somos regidos pelo estatuto da Polícia Civil (PC), mas não temos os mesmos diretos”, reclamou Nivaldo.
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A mudança na carga horária dos agentes ajudaria, segundo Nivaldo Oliveira, na segurança dentro dos presídios. De acordo com a assessoria de Imprensa da Secretaria de Administração (SAD), várias reuniões foram feitas e a negociação com a categoria está aberta. No entanto, destacou que o Governo do Estado tem até 1° de junho para fechar acordos com servidores.

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